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Bitcoin e Ethereum em alta: fatores que impulsionam o rali

O Bitcoin (BTC) e o Ethereum (ETH) estão passando por um momento de recuperação bastante significativo. Após algumas tensões e quedas recentes, o BTC voltou a se aproximar da marca de US$ 71.000, o que equivale a cerca de R$ 409.000. Já o ETH ultrapassou os US$ 2.500, ou R$ 14.400. Esse movimento trouxe um certo alívio para os investidores brasileiros, muitos dos quais acreditam que o fundo do mercado local pode ter sido atingido.

## O que está impulsionando essa movimentação?

De maneira simples, essa alta nos preços se deve a uma combinação de fatores. Um deles é a forte acumulação de ativos por grandes investidores, conhecidos como “baleias”. Dados recentes mostram que essas baleias estão retirando quantidades significativas de BTC e ETH das exchanges — algo em torno de US$ 249 milhões em Bitcoin e US$ 63 milhões em Ethereum somente na Binance. Isso sugere que esses investidores estão adotando uma estratégia de longo prazo, o que diminui a pressão para venda imediata e pode estabilizar o mercado.

Outro ponto importante são as mudanças nos ETFs (fundos de índice) nos Estados Unidos. Após alguns dias complicados, os ETFs de Bitcoin à vista viram entradas líquidas de US$ 145 milhões, revertendo a tendência negativa que havia prevalecido antes. Além disso, fatores macroeconômicos, como a redução das tensões geopolíticas e a expectativa de cortes de juros nos EUA, têm contribuído para um aumento da disposição ao risco entre os investidores.

## Quais níveis técnicos são relevantes agora?

Do ponto de vista técnico, o Bitcoin está em um momento decisivo. O analista Michaël van de Poppe destaca que, para que o BTC confirme essa tendência positiva, precisa romper a resistência em US$ 71.500 (equivalente a R$ 412.000). Se isso acontecer, as próximas metas de valorização podem variar entre US$ 78.000 e US$ 80.000. Por outro lado, se não conseguir superar essa barreira, a região que travou o preço anteriormente pode se tornar um obstáculo novamente.

O cenário para o Ethereum é promissor. O ativo tem mostrado resistência em níveis críticos e, segundo métricas como MVRV (Market Value to Realized Value), está sendo negociado com desconto. Especialistas afirmam que o ETH pode estar subvalorizado, similar ao que ocorreu em ciclos anteriores de baixa. Empresas de consultoria estão projetando uma recuperação robusta para o ativo, apontando para um potencial de valorização ao longo do ano.

## E como isso impacta o investidor brasileiro?

Para quem investe no Brasil, esse rali pode abrir novas oportunidades, mas é essencial ter cuidado e fazer uma boa gestão de risco. O retorno ao mercado por instituições — como a BitMine, que recentemente adquiriu mais de US$ 80 milhões em ETH — demonstra confiança nesse setor. Para investidores que buscam diversificação, essa pode ser uma excelente oportunidade, já que analistas acreditam que o Ethereum pode ter um desempenho superior ao do Bitcoin, especialmente no curto prazo.

Entretanto, a volatilidade do real em relação ao dólar é um ponto que merece atenção. É recomendável que os traders evitem o uso de alavancagem excessiva até que o Bitcoin consiga transformar a resistência de US$ 71.500 em um suporte sólido. Configurar ordens de stop-loss abaixo das mínimas da semana passada pode ser uma estratégia inteligente para proteger seu capital, principalmente caso o cenário econômico volte a se deteriorar.

Assim, o mercado de criptomoedas mostra uma resiliência crescente, impulsionada pelo movimento das baleias e um fluxo mais positivo nos ETFs. O clima é de otimismo cauteloso: enquanto os sinais são promissores, a confirmação dos rompimentos nos próximos dias será fundamental para a continuidade dessa alta.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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